Durante um ano na estrada, eu conheci muito mais pontes do que muros e agora, de volta à terrinha Brasil, vou compartilhar tudo isso com vocês aqui no blog. Meninos, eu vi uma porção de jovens americanos e neo zelandeses que resolveram ser “um urbanóide a menos” (em menção ao slogam da bicicletada 'um carro a menos') e zarparam para a área rural, na intenção de descongestionar as cidades. Vi também bastante gente REIVENTANDO o movimento hippie “back to the land” ao transformar sustentabilidade e vida saudável em negócios lucrativos e éticos. É gente que cultiva, no coração dos grandes centros, mudas de hortaliças e vende em feiras orgânicas, constrói minhocários e composteiras, fabrica móveis ecológicos, cria hortas comunitárias e até fazendas urbanas, troca produtos e serviços, monta cooperativa de oficina de bicicleta, de materiais de construção usados e muito mais. Eles estão inventando uma economia construtiva baseada no ganha-ganha: o do bolso e o do planeta.
O pesquisador americano Van Jones foi atrás dessa galera e reuniu um monte de histórias de sucesso no livro The Green Collar Economy ou A economia dos colarinhos verdes - soluções elegantes para a crise financeira e ambiental. O termo green collars sugere a nova categoria de profissionais verdes que está entre os engomadinhos do colarinho branco e os trabalhadores braçais de macacão azul.
Você pode assistir a algumas dessas experiências, contadas por seus protagonistas. No vídeo "Growing Home", ou cultivando um lar, você vai ver Orrin Williams e seus colegas demonstrando como a agricultura urbana está reconectando as pessoas à comunidade e à terra e revitalizando Chicago.