28 de dez de 2008

Jardineira fiel


Uma das boas surpresas da viagem tem sido encontrar tanta gente jovem toda suja de terra. Eles trabalham em jardins comunitários, plantam parte de comida que consomem, trocam o que produzem por serviços ou por outros produtos, enfim, levam um estilo de vida bastante consciente e sensato com o meio ambiente.

Prashanti, ou Penny Vos, uma New Zealander de 28 anos, é uma líder nata. Trabalha numa Escola Waldorf (Pedagogia criada por Rudolf Steiner), gerencia o jardim comunitário de Waiheke, uma ilhota a 35 minutos de Auckland, tem um pequeno negócio de mudas com seu parceiro Kamalesh e bastante experiência com mudas de árvores nativas. "Para mim, o mais importante nesse cenário de crise e mudança é plantar sua própria comida e preservar sementes".
No jardim comunitário do bairro de Ostend, se planta de tudo: alho, cebola, salsinha, coentro, alface, couve, brócolis, beterraba, cenoura, tomate, ervas medicinais, feijão, batata, banana, maçã, ameixa, limão, laranja. O composto orgânico e as minhocas que vão adubar a terra também são produzidos lá, no maior capricho. A idéia principal do jardim é ser um espaço educativo e social, onde as pessoas aprendem jardinagem e desenvolvem o gosto por plantar sua própria comida. "O trabalho no jardim faz brotar novas amizades e o senso de pertencer a um lugar. É muito bom acompanhar o crescimento das frutas e verduras e fico orgulhosa quando as pessoas se envolvem com o jardim e reconhecem nosso trabalho", diz Prashanti.

Quem ajuda a manter o espaço, leva parte da colheita para casa e pode compartilhar uma delciosa salada depois da labuta com os demais jardineiros à sombra da ameixiera. A maior parte das frutas e vegetais é vendida na pequena feira em Ostend, na base da doação (você paga o que acha justo) e a grana arrecadada, normalmente 50 NZ dolares, vai pra caixinha de manutenção do jardim. Outra parte da produção pode ser trocada por deliciosos produtos da feira- pão, queijos, sessão de acupuntura, frutas, legumes, sanduíches, livros usados, etc.
Lá está Prashanti, vendendo suas mudinhas de veggies a NZ 5,00, administrando a banca do jardim comunitário e fazendo a social em mais uma manhã de sábado na adorável Waiheke. É muito legal ver como as pessoas realmente suportam a comunidade, como fazem questão de comprar o que é produzido localmente, o que é orgânico e saudável e que, mais importante, tem origem conhecida, mesmo que um tantinho mais caro. Mas o que são 2 dólares a mais quando se trata da sua saúde e do planeta?!

Boas parcerias

Se o blog se materializasse, a segunda página seria a dos agradecimentos. E lá estaria escrito: "ao Dudu, por registrar muitas das nossas aventuras com seu olhar apaixonado e profissional". Várias fotos publicadas no blog são de sua autoria, como essa acima, numa praça em Portand, EUA. E se você quiser ver mais fotos, vá a sua galeria.

Juntos, viajamos de bicicleta pela costa da Califórnia, Portland (Oregon) e San Francisco por seis meses e foi lindo de viver (como ele gosta de falar). Durante esse tempo, fizemos duas matérias para a Vida Simples - Terra de Gigantes, sobre a floresta de Redwoods, e um artigo para o Especial Vá de Bicicleta e uma matéria sobre a cultura de bicileta em Portland, publicada no portal Planeta Sustentável. Ah, e claro, dentre tantas descobertas, a de que as boas parcerias nos fazem ir mais longe. Pé na estrada!

24 de dez de 2008

Resoluções de Ano Novo!!!

Nunca é tarde para começar um novo projeto. O meu começou no dia 18 de maio, quando embarquei para San Francisco, Califórnia, com passagem de volta pra dali um ano. Desde então, venho me prometendo criar um blog para registar e compartilhar as experiências sobre sustentabilidade que vi(vi) na Califórnia e, há um mes, na Nova Zelândia. Então, para não perder o hábito dessa tradição de Ano Novo e para fazer juz à influência da Longitude 125 (a Nova Zelândia está 15 horas à frente do Brasil), minha promessa de ano ano acaba de se realizar: Green Short Stories está no ar! Nasce com o objetivo de reportar as boas idéias e práticas sobre sustentailidade por onde tenho viajado. O guarda-chuva é grande, engloba temas como boa comida, sistemas orgânicos, permacultura, jardins e fazendas urbanas, cultura hippie, bicicleta, ervas medicinais, comunidades, e por aí vai.
O que tenho encontrado é, sem dúvida, muito inspirador para quem está a fim de se relacionar com o planeta e com a humanidae de um jeito mais amigável e saudável. Sim, um novo mundo é possível e muito divertido! Será um prazer compartilhar com mais gente tantas boas iniciativas que venho coletando por esse mundão. Acredito que elas podem te inspirar e encorajar alguma mudança também.

E falando em inspiração, gosto de lembrar uma música que me fez tirar a bunda da cadeira, em São Paulo, e girar o mundo na minha magrela. É de Siba e a Fuloresta, e diz assim: "Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar".

Feliz Mundo Novo.